31 janeiro 2008
0034 - Assembleia Geral de 26-01-2008
A Assembleia Geral aprovou o Relatório e Contas da Direcção e o Parecer do Conselho Fiscal referentes ao exercício de 2007, bem como o Plano de Actividades e o Orçamento para o ano de 2008, tendo deliberado manter os valores fixados para a jóia de admissão e quota anual dos associados (dez e vinte euros, respectivamente).
As actividades planeadas para o exercício de 2008 são as seguintes:
1 – Promover o crescimento do número de associados (tendo sido feito um repto para que cada associado procure conseguir a adesão de, pelo menos, mais um associado).
2 – Apoio a actividades relacionadas com a investigação, salvaguarda e promoção do património concelhio a realizar em 2008.
3 – Elaboração de uma exposição de fotografias antigas do concelho de Fornos de Algodres, a realizar no CIHAFA durante o 2º semestre.
4 – Elaboração do projecto para a conservação e restauro da Fraga da Pena e valorização da área envolvente, no sentido de a dotar de infra-estruturas para a realização de eventos culturais.
5 – Edição de uma colecção de postais alusivos ao património concelhio.
6 – Conclusão da construção da página da associação na internet.
7 – Participação em Visita ao Património Arqueológico da Beira Alta, a realizar em Abril.
8 – Edição da “Lenda da Fraga da Pena”.
9 – Realização de um segundo encontro “Patrimónios a Valorizar”.10 – Realização das “III Jornadas de Etnobotânica”.
Foi deliberado, por último, incumbir a Direcção de estabelecer contactos, tendo em vista a incorporação de alguns bens arqueológicos no acervo exposto no CIHAFA.
No sentido de dar cumprimento a este plano de actividades, a Direcção solicita aos associados o seu envolvimento nas mesmas. Para isso, pede-se a todos aqueles que estejam disponíveis para uma colaboração activa na organização de uma ou mais das actividades referidas nos pontos 3 a 6 e 9 a 10 o favor de comunicarem à Direcção essa disponibilidade até 15 de Fevereiro (informação a enviar para o mail terrasalgodres@sapo.pt), de modo a que sejam constituídos grupos de trabalho e se organize uma primeira reunião de trabalho no início de Março.
Faz-se ainda saber que estão a pagamento as quotas de 2008 (20 €) e que com a respectiva regularização os associados receberão um exemplar do livro “Dinâmicas locais de identidade: estruturação de um espaço de tradição local no 3º milénio AC (Fornos de Algodres, Guarda)” de António Carlos Valera, editado pela Câmara Municipal de Fornos de Algodres e Associação Terras de Algodres. As quotizações poderão ser regularizadas junto dos membros da Direcção ou da associada Fátima Reis no Centro de Interpretação Arqueológica (Tribunal), em Fornos de Algodres.
29 janeiro 2008
28 janeiro 2008
0032 - Ainda os mapas antigos

25 janeiro 2008
0031 - Patrimónios da Semana 11 (Muxagata)
23 janeiro 2008
0030 - Mapas antigos 1

Excerto do mapa de Portugal de João S. Carpiretti, de 1759-69. Este excerto mostra a região de Fornos de Algodres, mas apresenta algumas incongruências. Repare-se que entre Celorico e "Trancozo" aparece uma povoação designada por "Taboa", mais ou menos na zona onde deveria estar Fornos. Por outro lado, uma povoação designada por "Anfias" surge um pouco mais a norte, já associada ao vale do Távora. Será Infias deslocada. Reparem que o Carapito também está lá muito acima, assim como Penaverde, já junto a Marialva. E que "Taboa" será esta?
Apesar de estarmos já na segunda metade do século XVIII e a engenharia fazer maravilhas na reconstrução da Lisboa pós-terramoto, a cartografia do país continuava muito presa às representações mais antigas, de que darei exemplo nos posts seguintes.
21 janeiro 2008
0029 - Gravuras antigas
Revestem-se do maior interesse, por exemplo, as litografias retratando locais e personalidades do concelho. Se algumas são já bem conhecidas, outras estarão ainda por descobrir.
De entre as litografias já inventariadas, divulgamos hoje os retratos de três notáveis fornenses do séc. XIX, a partir de exemplares existentes no acervo da Biblioteca Nacional.
Um dos retratos mais difundidos de António Bernardo da Costa Cabral, 1º conde e 1º marquês de Tomar, foi executado por António Joaquim de Santa Bárbara para esta litografia de 1843:



19 janeiro 2008
0028 - Publicação
Esta edição, inclui um artigo de Maria Isabel Dias, António Carlos Valera e Maria Isabel Prudêncio, intitulado “Evidência de metalurgia calcolítica na Beira Alta: o cadinho da Malhada (Fornos de Algodres)” (pp. 7-10).
O referido artigo dá conta dos resultados preliminares da análise efectuada a um fragmento de cadinho com restos de metal e escória no seu interior, recolhido no sítio arqueológico da Malhada (sito na Mata, freg. de Sobral Pichorro, conc. de Fornos de Algodres), achado que constitui a primeira evidência da prática da metalurgia do cobre na Beira Alta, durante o 3º. milénio AC. A análise realizada teve em vista a caracterização textual e química da peça, apontando as conclusões preliminares agora divulgadas no sentido de que “... o cadinho em causa foi utilizado num processo metalúrgico de fundição do cobre, dando mostras de que se pretendeu atingir níveis elevados de pureza deste metal.”.
Os trabalhos realizados no sítio arqueológico da Malhada estão publicados em VALERA, 2007.
18 janeiro 2008
0027 - Patrimónios da Semana 10 (Matança)

Verdadeiro icon da freguesia da Matança (e do próprio concelho de Fornos) a Anta da Matança (Casa da Orca das Corgas de Matança) é um monumento megalítico classificado, composto por uma câmara funerária simples. Da mamoa (montículo de terra e pedra que cobriria na íntegra esta estrutura pétrea) já praticamente nada existe, devido à agricultura dos últimos séculos. O monumento foi intervencionado no final do século XIX a mando de Leite de Vasconcelos e restaurado no final da década de oitenta do século XX. O "chapéu" (laje de cobertura) foi restaurado em 2005, pois apresentava uma fissura progressiva que ameaçava a ruína do monumento.
Foi construído durante o Neolítico (4º milénio a.C.) e reutilizado durante o Calcolitico (3º milénio a.C.). Desta última reutilização foi recuperado, nas escavações arqueológicas de 1988, um pequeno ídolo genericamente antropomórfico feito em azeviche (na imagem), o qual se encontra exposto no CIHAFA. Trata-se de uma peça de tradição meridional, com paralelos no Sul da Península Ibérica, revelando contactos da região com outras áreas peninsulares à cerca de 5000 anos (e que peças registadas no Castro de Santiago, Malhada e Fraga da Pena também demonstram).
(Próxima freguesia: Muxagata)
16 janeiro 2008
0026 - Convocatória
Dois – Deliberação sobre o Plano de Actividades e o Orçamento propostos pela Direcção para o exercício de 2008.
Três - Fixação do valor das jóias e quotas a vigorar em 2008.
Quatro - Deliberação sobre outros assuntos de interesse para a associação.
Não estando presentes, à hora acima indicada, metade dos associados efectivos, a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, meia hora mais tarde - pelas 14:30 horas - no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos, podendo funcionar e deliberar validamente, independentemente do número de associados efectivos que se encontrem presentes, nos termos do disposto no nº. 2 do artº. 24º. do Regulamento Interno.
Os associados poderão fazer-se representar por outro associado efectivo no pleno gozo dos seus direitos, provando-se a representação por carta assinada, endereçada ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a qual deverá identificar o representado, o representante e o acto a que a representação se refere (nº. 6 do artº. 24º. do Regulamento Interno).
Fornos de Algodres, 16 de Janeiro de 2008.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
(Nuno Mariano Agostinho Soares)
14 janeiro 2008
0025 - Maceira há tempos atrás
12 janeiro 2008
0024 - 1ª Exposição de Arqueologia
11 janeiro 2008
0023 - Patrimónios da Semana 09 (Maceira)
Quinta das Rosas, na povoação de Maceira. Trata-se de uma propriedade onde, numa parcela, existe um bosque de pinheiros, castanheiros e carvalhos entre um aglomerado de penedos que, naturalmente, delimitam espaços e formam abrigos. Trata-se de uma imagem florestal que evoca o que teria sido a tradicional floresta regional em tempos idos, nomeadamente na Pré-História. Curiosamente, o local, mantendo esta flora tradicional densa e húmida, é um sítio pré-histórico de grande importância, onde foram identificadas ocupações humanas do início do Neolítico (cerca de 7000 anos), do final do Calcolítico (cerca de 4000 anos - contemporâneas da Fraga da Pena) e do final da Idade do Bronze (cerca de 3000 anos). O sítio já foi sujeito a várias sondagens arqueológicas, realizadas entre 2003 e 2006. A imagem mostra um abrigo natural, no interior do qual se registaram vestígios das ocupações pré e proto históricas.
Mais um "lugar" de penedos: naturalmente belo, culturalmente rico.
(Próxima freguesia: Matança)
0022 - Fotografias

10 janeiro 2008
0021 - Penedo do Bácoro

Conta a lenda que há muito, muito tempo, no sítio dos Linheiros de Baixo, em Fornos de Algodres, vivia um homem muito rico. Algumas pessoas diziam que tinha tanto dinheiro que chegava a acender a lareira com ele.
Com o passar do tempo a riqueza desse homem depressa se esgotou, e ele acabou por ficar completamente sozinho, na maior miséria.
Votado ao abandono, sem ter a quem recorrer, o homem fechou-se em casa destruindo tudo o que tinha, incluindo a própria casa, donde foi retirando pedaços de madeira que queimava para se aquecer.
Às vezes viam-no a procurar comida no lixo, carregando consigo toda a porcaria que encontrava e que ia acumulando dentro de casa, ou daquilo que dela restava.
Outras vezes, viam-no a descansar debaixo de um penedo rodeado de lixo, onde um dia o encontraram, já morto, em absoluto abandono.
Este penedo, situado no sítio da Batoqueira, ainda hoje é conhecido como o “penedo do bácoro” por ter a forma de um porco. Tal semelhança pode ser confirmada observando-o atentamente ao passarmos na A25, muito próximo do nó de ligação a Fornos de Algodres.
Ainda que a lenda pouco tenha de interessante, o mesmo não poderá dizer-se do “Penedo do Bácoro”, que em 2003/2004 aquando da construção da A25, conseguiu afirmar-se como “um símbolo de grande importância para todos nós”, tendo acalentado acesos debates na opinião pública e nos órgãos do poder político local que, a todo o custo quiseram (e conseguiram) evitar a sua destruição. De tal forma que a Luso Scut não teve outro remédio a não ser desviar ligeiramente o traçado inicial, mantendo intacto “o animal”.
Para muitos, não passa de um penedo (umas vezes porco, outras vezes ovelha) que parece querer rebolar-se no asfalto da A25…no entanto, o seu “poder simbólico” sobre a população local (em particular, a responsável por “abaixo-assinados”) não deixa de ser curioso!!
Gostava que os entendidos falassem sobre o assunto!
Rosa Costa
07 janeiro 2008
0020 - Passeio arqueológico

04 janeiro 2008
0019 - Patrimónios da Semana 08 (Juncais)
