
Alminha junto à povoação de Casal Vasco
As alminhas são uma espécie de pequenos altares relacionados com o culto dos mortos, tendo a função de solicitar, a quem junto delas passa, uma oração em favor das almas, nomeadamente das que disso mais necessitam: as que estão no Purgatório.
São comuns no meio rural português, sobretudo no Centro-Norte, em caminhos e estradas e nas suas encruzilhadas; integrando muros ou fachadas de casas.
Datam, na sua maioria, dos séculos XVIII e XIX, atingindo o século XX (sobretudo na primeira metade).
São hoje património cultural religioso, testemunho de uma prática e devoção religiosa e da relação que as comunidades mantêm entre a sua visão do mundo e os caminhos através dos quais se relacionam com o seu território e o perspectivam.
Talvez por isso, gente informada tenha utilizado uma alminha para nela colocar uma seta indicadora de um percurso. Ou talvez não.
Aproveitamos esta infeliz decisão para chamar a atenção para o facto de que estas "peças de religiosidade popular" são também património e que, apesar de vulgares neste e noutros concelhos, merecem a nossa atenção no que respeita à sua salvaguarda, assim como dos respectivos locais de implantação, não raras vezes plenos de sentido histórico local.
2 comentários:
De facto nao e o melhor lugar para colocar uma seta indicadora, so mostra o quanto falta trabalhar para educar a nossa gente na defesa do patrimonio!
Um abraco de amizade dalgodrense.
Situações destas só deixam transparecer duas coisas, ignorância da nossa tradição popular ou vandalismo puro.
Abraço
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