
09 abril 2009
14 fevereiro 2009
0050 - Publicação
Está disponível on-line, no site do Parque Arqueológico do Vale do Côa, um artigo de António Carlos Valera, baseado nos trabalhos realizados no sítio arqueológico da Quinta das Rosas (Maceira), intitulado: “A Quinta das Rosas (Fornos de Algodres): expressão de matrizes prévias do povoamento da Pré-História Recente durante o Bronze Final”.
(Quinta das Rosas: cerâmica do Neolítico Inicial)
Este artigo foi publicado no vol. 1 das Actas do III Congresso de Arqueologia de Trás-os-Montes, Alto Douro e Beira Interior (pp. 136-150), cuja versão em pdf pode ser obtida aqui (ou neste link directo – 8.21 MB).
(Quinta das Rosas: cerâmica do Neolítico Inicial)
Este artigo foi publicado no vol. 1 das Actas do III Congresso de Arqueologia de Trás-os-Montes, Alto Douro e Beira Interior (pp. 136-150), cuja versão em pdf pode ser obtida aqui (ou neste link directo – 8.21 MB).
29 setembro 2008
0049 - Conversa sobre arqueologia
No Sábado, 27 de Setembro, depois de um périplo por Fornos a tirar fotografias sobre património (esperamos poder apresentar aqui as melhores), uma conversa sobre Arqueologia no auditório do CIHAFA.
25 setembro 2008
0048 - Limpeza da Fraga da Pena
Aproveitando o fim de semana dedicado ao Património, resolvemos limpar a Fraga da Pena (com o apoio do município na logística), que se encontrava num estado lastimável (cheia de vegetação, entenda-se).
Hoje foi o primeiro dia. Quando iniciámos o trabalho, a "coisa" estava assim:




E depois do primeiro dia de trabalho:

Hoje foi o primeiro dia. Quando iniciámos o trabalho, a "coisa" estava assim:


Durante:


E depois do primeiro dia de trabalho:

12 setembro 2008
0047 - Actividades para dia 27

No dia 27 de Setembro, no âmbito das actividades a realizar no feriado municipal promovidas pelo município e da iniciativa "no Património... acontece" promovida pelo Igespar, a terra de Algodres organiza um concurso de fotografia digital dedicado ao tema Património Histórico e Arqueológico (a decorrer durante a manhã a partir das 10.30h - local de reunião no CHIAFA) e uma palestra da autoria de António Carlos Valera sobre o tema "Como se faz Arqueologia e porquê" (a partir das 15.ooh no CIHAFA).
Apela-se à participação de todos os associados e interessados pelas questões do Património.
05 setembro 2008
0046 - Alminhas

Alminha junto à povoação de Casal Vasco
As alminhas são uma espécie de pequenos altares relacionados com o culto dos mortos, tendo a função de solicitar, a quem junto delas passa, uma oração em favor das almas, nomeadamente das que disso mais necessitam: as que estão no Purgatório.
São comuns no meio rural português, sobretudo no Centro-Norte, em caminhos e estradas e nas suas encruzilhadas; integrando muros ou fachadas de casas.
Datam, na sua maioria, dos séculos XVIII e XIX, atingindo o século XX (sobretudo na primeira metade).
São hoje património cultural religioso, testemunho de uma prática e devoção religiosa e da relação que as comunidades mantêm entre a sua visão do mundo e os caminhos através dos quais se relacionam com o seu território e o perspectivam.
Talvez por isso, gente informada tenha utilizado uma alminha para nela colocar uma seta indicadora de um percurso. Ou talvez não.
Aproveitamos esta infeliz decisão para chamar a atenção para o facto de que estas "peças de religiosidade popular" são também património e que, apesar de vulgares neste e noutros concelhos, merecem a nossa atenção no que respeita à sua salvaguarda, assim como dos respectivos locais de implantação, não raras vezes plenos de sentido histórico local.
01 junho 2008
0045 - Outra visita

No passado Sábado um grupo de professores e alunos alemães da Universidade de Frankfurt e Instituto Arqueológico Alemão de Madrid visitou vários sítios arqueológicos da Pré-História em Fornos de Algodres: Fraga da Pena, Castro de Santiago, Anta da Matança e Anta de Cortiçô. Reunidos num seminário em Torres Vedras, estes professores e estudantes universitários deslocaram-se propositadamente a Fornos para efectuarem esta visita, a qual começou e terminou no Centro de Interpretação Arqueológica.
Um exemplo da expressão e reconhecimento internacional que o património arqueológico do concelho tem e, já agora, um exemplo do que as universidades estrangeiras proporcionam aos seus alunos.
No final, um dos professores alemães fez a seguinte afirmação: "É interessante verificar que uma pequena terra, sem muito turismo e sem quase ninguém na rua tenha investido tanto no estudo e preservação do seu património. Estas pessoas devem ter muito orgulho nesse património."
30 abril 2008
0044 - Visita arqueológica
Decorreu no passado fim de semana uma visita a sítios arqueológicos da Beira Alta, à qual aderiram (em parte ou na íntegra) vários associados da Terras de Algodres.
A visita começou na sexta com a ida ao núcleo de gravuras rupestres paleolíticas da Penascosa (Foz Côa) e, posteriormente, a gravuras ainda não abertas a visita pública, cortesia de um dos arqueólogos do parque.
No Sábado de manhã visitou-se o recinto pré-histórico de Castelo Velho e as ruínas romanas, medievais e contextos pré-históricos do Prazo, tudo em Freixo de Numão. À tarde visitaram-se monumentos megalíticos na Serra da Nave (Moimenta da Beira).
Finalmente, no Domingo de manhã, percorreu-se parte do roteiro arqueológico de Fornos de Algodres, com paragem na Anta da Matança, Necrópole das Forcadas, Fraga da Pena e Castro de Santiago, terminando no Centro de Interpretação Arqueológica de Fornos de Algodres.
21 abril 2008
III Jornadas de Etnobotânica
Programa (ainda provisório)
DIA 16 (sexta-feira)
21:30 – Espectáculo de Teatro: "A Lenda do Penedo do Bácoro", pelo
Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal da CMFA
10:00 – Conversas à lareira com PADRE FONTES, de Vilar Perdizes
- Prova de Chá, com ELISABETE COSTA
11:00 – Espectáculo de música
DIA 17 (sábado)
09:00h: Concentração dos participantes junto ao CIHAFA (edifício do Tribunal)
09:30h: - Saída de Campo para recolha e observação de plantas.
13:00h: Almoço – piquenique
15:00h: APRESENTAÇÃO DE PAINÉIS (novo auditório do Centro Cultural)
"Paleoetnobotânica, Paleoecologia e Território Antigo da Beira Interior – Resultados e Linhas de Investigação e Desenvolvimento"
(Prof.Doutor José Mateus e Prof.Doutora Paula Queiroz)
Comunicação a definir (Prof. Doutor José Ribeiro)
18h00 – Encerramento dos trabalhos
20:00 Jantar vegetariano
22:30 Espectáculo de musica
INFORMAÇÕES GERAIS:
INSCRIÇÕES:
- Até 9 Maio
- Limitadas a 60 Participantes
- Preço por pessoa:
€ 7,50 (inscrição sem jantar)
€12,50 (jantar)
€10,00 ( jantar/ crianças até 14 anos)
Poderá ser pago em numerário ou em cheque em nome da entidade organizadora:
Terras de Algodres – Associação de Promoção do Património de Fornos de Algodres
CONTACTOS:
S. Acção Social/CMFA:
Telef: 271 700 066/ 271700 060
E-Mail: accao.social@cm-fornosdealgodres.pt
Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica:
Telef: 271701421
E-mail: cihafa@cm-fornosdealgodres.pt
DIA 16 (sexta-feira)
21:30 – Espectáculo de Teatro: "A Lenda do Penedo do Bácoro", pelo
Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal da CMFA
10:00 – Conversas à lareira com PADRE FONTES, de Vilar Perdizes
- Prova de Chá, com ELISABETE COSTA
11:00 – Espectáculo de música
DIA 17 (sábado)
09:00h: Concentração dos participantes junto ao CIHAFA (edifício do Tribunal)
09:30h: - Saída de Campo para recolha e observação de plantas.
13:00h: Almoço – piquenique
15:00h: APRESENTAÇÃO DE PAINÉIS (novo auditório do Centro Cultural)
"Paleoetnobotânica, Paleoecologia e Território Antigo da Beira Interior – Resultados e Linhas de Investigação e Desenvolvimento"
(Prof.Doutor José Mateus e Prof.Doutora Paula Queiroz)
Comunicação a definir (Prof. Doutor José Ribeiro)
18h00 – Encerramento dos trabalhos
20:00 Jantar vegetariano
22:30 Espectáculo de musica
INFORMAÇÕES GERAIS:
INSCRIÇÕES:
- Até 9 Maio
- Limitadas a 60 Participantes
- Preço por pessoa:
€ 7,50 (inscrição sem jantar)
€12,50 (jantar)
€10,00 ( jantar/ crianças até 14 anos)
Poderá ser pago em numerário ou em cheque em nome da entidade organizadora:
Terras de Algodres – Associação de Promoção do Património de Fornos de Algodres
CONTACTOS:
S. Acção Social/CMFA:
Telef: 271 700 066/ 271700 060
E-Mail: accao.social@cm-fornosdealgodres.pt
Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica:
Telef: 271701421
E-mail: cihafa@cm-fornosdealgodres.pt
01 abril 2008
Fornos de Algodres ... há 85 anos
No dia 1 de Abril de 1923, um Domingo, publicou-se em Fornos de Algodres o primeiro número do jornal “A Opinião”, que se apresentava como “semanário independente”.
Dirigido pelo Dr. José Cabral, advogado, tinha como editor e proprietário Eugénio de Pina Cabral, que era também dono da “Tipografia Mondego”, onde o periódico se imprimia.
Este primeiro número tinha quatro páginas e era ilustrado com uma vista geral de Fornos de Algodres, em fotografia, que vinha publicada na capa (que a seguir reproduzimos):
Dirigido pelo Dr. José Cabral, advogado, tinha como editor e proprietário Eugénio de Pina Cabral, que era também dono da “Tipografia Mondego”, onde o periódico se imprimia.
Este primeiro número tinha quatro páginas e era ilustrado com uma vista geral de Fornos de Algodres, em fotografia, que vinha publicada na capa (que a seguir reproduzimos):
Na resenha que fez da imprensa publicada em Fornos de Algodres, Mons. Pinheiro Marques informou que “A Opinião” suspendeu a publicação com o nº. 22, em 28 de Outubro do mesmo ano (Terras de Algodres, p. 165).Como é próprio da imprensa local, a primeira edição d’ “A Opinião” é um manancial precioso de informações sobre a vida em Fornos de Algodres há 85 anos, registando notícias, nomes e eventos da sociedade local, deliberações municipais, tomadas de posição sobre a política nacional e local (que, naturalmente, terão de ser interpretadas à luz do posicionamento dos responsáveis pelo jornal), ... A análise da publicidade, que ocupava parte da terceira e a totalidade da quarta página, também permite tirar interessantes ilações sobre a economia e a sociedade fornense da época. Uma nota sobre a história de Fornos de Algodres, publicada em destaque na primeira página, demonstrava (aliás, de forma assumida), o pouco que se sabia a esse respeito.
Na impossibilidade de aqui reproduzir os inúmeros motivos de interesse desta publicação, deixamos apenas, a título de curiosidade, um exemplo do tom crítico (e frequentemente irónico) com que em geral eram apreciadas as matérias da responsabilidade do município:
“A NOVA VEREAÇÃO está cuidando de arborisar a vila. Não seria preferivel arborisar antes a serra?
Aquelas arvorêsinhas plantadas ali, no largo do Espirito Santo estão mesmo um encanto.
Quem teria sido o engenheiro? Queriamos pedir-lhe que plantasse aqui e alem uma figueira. Para que qualquer judas tivesse á mão onde enforcar-se...”.
Ou ainda esta discutível avaliação do espírito fornense e da sua possível influência no desenvolvimento local:
“A’s abas dos Herminios, pondo sempre ante os nossos olhos, em extase, o lindo e quieto panorama da Serra, faz de todos nós uns contemplativos, e isso quiçá explique a morosidade do seu desenvolvimento.”.
Sendo evidente a importância deste tipo de publicações como fonte de estudos, de várias disciplinas, sobre as vivências locais, é necessário, como já referia Mons. Pinheiro Marques, promover em permanência a respectiva inventariação, preservação e disponibilização ao público, o que será também uma das preocupações da associação “Terras de Algodres”.
O primeiro número d’ “A Opinião”, hoje aqui recordado (que nos foi gentilmente disponibilizado pelo Dr. Pedro Pinto), irá ficar acessível, em suporte digital (dada a fragilidade do original) no acervo documental do CIHAFA.
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